quinta-feira, 5 de novembro de 2026
DIREITOS HUMANOS

Cooperação busca relacionar ossadas do IML de SP a familiares de desaparecidos

Acordo entre a Polícia Técnico-Científica paulista e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha prevê análises genéticas e coleta de material de parentes.
Cooperação busca relacionar ossadas do IML de SP a familiares de desaparecidos
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos

Um acordo firmado entre a Polícia Técnico-Científica de São Paulo e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) prevê o uso de análises genéticas para tentar identificar 300 ossadas sob responsabilidade do Instituto Médico Legal (IML) paulista. Os resultados dos exames serão comparados com dados de familiares de pessoas desaparecidas.

A cooperação foi formalizada nesta quinta-feira (5). De acordo com o governo do estado, o trabalho deverá auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas por meio do confronto entre as informações obtidas nas ossadas e registros genéticos de parentes.

Coleta para familiares

Pessoas que tenham parentes desaparecidos há mais de 30 dias podem agendar a coleta de material genético pelo site do Instituto Médico Legal. Além das novas amostras, o processo poderá utilizar informações de familiares que já estejam armazenadas em bancos de dados genéticos.

A estratégia também envolve o processamento das amostras e o avanço das análises genéticas. Segundo a perita criminal Maria Paula Valadares, a atuação conjunta permitirá ampliar a capacidade de processamento e contribuir para o andamento das investigações.

“A parceria representa um avanço importante no trabalho de identificação dessas ossadas. Com o auxílio do Comitê, poderemos ampliar o processamento das amostras e avançar nas análises genéticas, contribuindo para esclarecer suas identidades e fornecer informações que poderão auxiliar em futuras investigações”, afirmou.

Atuação do comitê

Para Fernando Fornaris, coordenador de Proteção da Delegação do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, o trabalho também está relacionado à preservação da dignidade das pessoas falecidas e de seus familiares.

A divulgação não informa prazo para a conclusão dos exames, quantidade estimada de identificações ou outros resultados previstos para a cooperação. Até a realização das comparações, o acordo representa uma iniciativa de análise e cruzamento de dados, sem identificação confirmada das ossadas apresentada na informação.

Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.

Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos