quinta-feira, 22 de outubro de 2026
SAÚDE

Proteção solar em Brasília: por que o cuidado é importante o ano inteiro

A proteção solar em Brasília deve fazer parte da rotina durante todo o ano. Entenda os riscos da radiação ultravioleta e veja como reduzir a exposição.

A proteção solar em Brasília deve fazer parte da rotina durante todo o ano, e não apenas em dias quentes ou durante o verão. A exposição acumulada à radiação ultravioleta pode provocar queimaduras, envelhecimento precoce, danos aos olhos e aumentar o risco de câncer de pele.

No Distrito Federal, o cuidado ganha relevância por causa das características ambientais da região. Brasília está localizada no Planalto Central, a cerca de 1.000 metros de altitude, fator que pode influenciar a incidência de radiação ultravioleta. Além disso, os períodos de seca e baixa umidade favorecem a permanência prolongada ao ar livre e podem intensificar o desconforto causado pelo calor e pelo sol. (saude.df.gov.br)

Radiação ultravioleta exige atenção mesmo fora do verão

A radiação ultravioleta é emitida pelo Sol e pode atingir a pele mesmo quando a temperatura não parece elevada. Nuvens também não bloqueiam completamente os raios UV. Por isso, a proteção continua necessária em dias nublados, durante deslocamentos pela cidade, em atividades esportivas e no trabalho ao ar livre.

Segundo o Ministério da Saúde, a exposição solar é a principal causa evitável do câncer de pele. A recomendação é reduzir o tempo sob o sol, especialmente entre 10h e 16h, quando a radiação tende a ser mais intensa. Óculos com proteção UV, chapéus de abas largas, roupas que cubram a pele e a busca por áreas de sombra estão entre as medidas indicadas. (gov.br)

Como usar o protetor solar corretamente

O filtro solar deve ser aplicado nas áreas expostas antes da saída de casa e reaplicado conforme a orientação do fabricante. Durante a exposição contínua, o Ministério da Saúde recomenda reaplicar o produto a cada duas horas e também depois de nadar, secar-se com toalha ou transpirar intensamente. O cuidado deve incluir regiões frequentemente esquecidas, como orelhas, nuca, mãos, colo e pés. (gov.br)

Para a rotina, a Organização Mundial da Saúde recomenda produtos de amplo espectro, com proteção contra raios UVA e UVB, e fator de proteção solar 30 ou superior. O protetor não deve ser usado como justificativa para prolongar a permanência sob o sol: a combinação com sombra, roupas e chapéu oferece uma proteção mais completa. (who.int)

Proteção também envolve hidratação e atenção aos sintomas

Durante a seca brasiliense, a baixa umidade pode contribuir para ressecamento da pele e desconforto. Beber água regularmente, usar roupas leves e evitar atividades físicas nos horários de maior calor ajudam a reduzir os efeitos da exposição ambiental. Pessoas que trabalham ao ar livre devem planejar pausas em locais protegidos e utilizar equipamentos adequados.

Dor de cabeça, tontura, náusea, pele muito quente, fraqueza, confusão mental e alterações visuais podem indicar insolação. Nesses casos, é necessário interromper a exposição ao sol, procurar um local fresco e buscar atendimento médico, especialmente quando os sintomas são intensos ou evoluem rapidamente. (gov.br)

A proteção solar é necessária para pessoas de todas as idades e tons de pele. A melanina oferece alguma proteção natural, mas não elimina o risco de queimaduras, manchas, lesões e câncer de pele. Em Brasília, incorporar esses cuidados à rotina é uma forma simples de reduzir danos acumulados ao longo da vida.