Proteger os olhos do clima seco de Brasília exige atenção à hidratação, ao ambiente e aos hábitos do dia a dia. Durante os períodos de baixa umidade, o ar favorece a evaporação da lágrima, o que pode provocar ressecamento, ardor, vermelhidão, coceira e sensação de areia nos olhos. O vento, a poeira, a fumaça e o uso prolongado de ar-condicionado podem intensificar o desconforto. (agenciabrasilia.df.gov.br)
Por que a seca aumenta o desconforto ocular
A lágrima forma uma camada de proteção sobre a superfície dos olhos. Em ambientes quentes, secos ou com vento, essa camada pode evaporar mais rapidamente. A consequência é a chamada sensação de olho seco, que também pode vir acompanhada de sensibilidade à luz, visão embaçada e dificuldade para manter os olhos abertos por muito tempo.
No Distrito Federal, a baixa umidade costuma ocorrer junto a partículas em suspensão, poeira e fumaça. Essa combinação pode irritar a superfície ocular e agravar sintomas de pessoas que já têm olho seco, alergias ou outras condições oftalmológicas. Em setembro de 2026, autoridades de saúde do DF reforçaram que calor, vento e baixa umidade ampliam o risco de irritações e alergias oculares. (agenciabrasilia.df.gov.br)
Medidas para proteger os olhos
A primeira recomendação é manter a hidratação ao longo do dia, preferencialmente com água. Embora beber líquidos não substitua o tratamento de problemas oculares, a medida ajuda a evitar a desidratação geral e integra os cuidados indicados durante a seca.
Também é importante reduzir a exposição direta ao vento, à poeira e à fumaça. Óculos de sol com proteção contra raios ultravioleta podem ajudar a diminuir a exposição à radiação solar e a proteger os olhos de partículas carregadas pelo vento. O acessório deve ser de procedência confiável e não precisa ter lentes excessivamente escuras para cumprir essa função.
Em casa ou no trabalho, mantenha os ambientes limpos e evite direcionar ventiladores e aparelhos de ar-condicionado diretamente para o rosto. Quando possível, aumente a umidade do ambiente de forma segura, mantendo a ventilação e evitando o excesso de umidade, que pode favorecer mofo. A Biblioteca Virtual em Saúde recomenda evitar ambientes com baixa umidade e fazer pausas em atividades que exigem concentração visual prolongada. (bvsms.saude.gov.br)
Telas, colírios e lentes de contato
O uso prolongado de celular, computador e televisão pode reduzir a frequência das piscadas e contribuir para o ressecamento. Durante as telas, faça pausas regulares, pisque conscientemente e ajuste a iluminação para evitar esforço visual. O Ministério da Saúde também recomenda evitar coçar os olhos, pois o hábito pode causar irritação e lesões na córnea. (gov.br)
Colírios lubrificantes podem aliviar sintomas, mas devem ser escolhidos com orientação de um oftalmologista ou farmacêutico. O uso excessivo de produtos, principalmente colírios com medicamentos, pode causar problemas quando feito sem avaliação. Pessoas que usam lentes de contato devem seguir as orientações de higiene e substituição, além de procurar avaliação se houver dor, vermelhidão ou visão alterada.
Quando procurar atendimento
É recomendado buscar atendimento oftalmológico diante de dor intensa, secreção, sensibilidade importante à luz, piora da visão, trauma ou vermelhidão persistente. Sintomas recorrentes também merecem avaliação, porque podem indicar olho seco crônico, alergia, infecção ou outra alteração que exige tratamento específico.








