Os recursos públicos de Brasília são distribuídos por meio do orçamento do Distrito Federal, que define quanto o governo poderá arrecadar e gastar ao longo do ano. Para 2026, a Lei Orçamentária Anual (LOA) fixou receita e despesa em R$ 45,943 bilhões.
O valor inclui três grandes blocos: o orçamento fiscal, o orçamento da seguridade social e o orçamento de investimento das empresas estatais controladas pelo Distrito Federal. A lei foi aprovada em 30 de dezembro de 2025 e pode sofrer alterações durante o ano por meio de créditos adicionais e remanejamentos.
Maior parte está no orçamento fiscal e na seguridade social
Do total previsto para 2026, R$ 29,119 bilhões foram destinados ao orçamento fiscal. Essa parcela reúne despesas dos Poderes do Distrito Federal, fundos, órgãos da administração direta e indireta e fundações mantidas pelo poder público.
Outros R$ 14,454 bilhões compõem o orçamento da seguridade social. Nessa estrutura estão despesas relacionadas a políticas e órgãos ligados à proteção social, incluindo áreas como saúde, previdência e assistência, conforme a classificação orçamentária adotada pelo governo.
O orçamento de investimento das empresas estatais não dependentes foi fixado em R$ 2,369 bilhões. Esse grupo contempla recursos destinados a investimentos de empresas nas quais o Distrito Federal detém, direta ou indiretamente, a maioria do capital com direito a voto.
Serviços públicos concentram os principais gastos
Na prática, o dinheiro é distribuído entre áreas que sustentam o funcionamento do Estado e a prestação de serviços à população. Saúde, educação, segurança pública, transporte, manutenção urbana, assistência social e administração estão entre os setores que recebem dotações orçamentárias.
Também entram nessa conta despesas obrigatórias, como pagamento de servidores, encargos sociais, aposentadorias, pensões e benefícios. Esses compromissos reduzem a margem disponível para novos projetos, porque precisam ser honrados mesmo quando a arrecadação ou as prioridades do governo mudam.
O orçamento também prevê recursos para obras, equipamentos, tecnologia, mobilidade, conservação de espaços públicos e ampliação da infraestrutura. A existência de uma dotação, porém, não significa que o gasto já tenha sido realizado. É necessário acompanhar as etapas de empenho, liquidação e pagamento.
Orçamento aprovado pode mudar durante o ano
A LOA autoriza ajustes ao longo do exercício. O governo pode abrir créditos suplementares ou especiais, desde que respeite as regras legais e indique a fonte dos recursos. Essas alterações podem ocorrer por excesso de arrecadação, transferências da União, anulação de dotações ou incorporação de saldos financeiros.
Por isso, o valor aprovado no início do ano não corresponde necessariamente ao total efetivamente executado. Para saber quanto foi autorizado, empenhado, liquidado e pago em cada área, é preciso consultar os dados atualizados da execução orçamentária.
Onde acompanhar os gastos
O cidadão pode consultar a despesa do Distrito Federal no Portal da Transparência, que reúne informações por órgão, área temática, programa, fornecedor e fase da despesa. A Secretaria de Economia do DF também disponibiliza a LOA e seus documentos complementares.
Essas ferramentas permitem verificar para onde os recursos públicos de Brasília estão sendo direcionados e comparar o que foi planejado com o que de fato foi executado.





